O aniversariante mais fofo do mundo!

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Viroses

Oi, gente!

Bom, hoje vou contar como foi a primeira sequencia de doencinhas do Léo. Digo sequência, porque o nosso drama começou em fevereiro e só acabou em abril.

Um belo dia, durante o feriado de carnaval, Leozinho acordou no meio da noite chorando muito. Quando fomos ao quarto dele para ver o que estava acontecendo, percebemos que ele estava muuuuito quentinho.

Trocamos a fralda e demos mamadeira, e vocês precisavam ver como o coitadinho tremia no trocador quando tiramos a roupinha para trocar a fralda. Era frio, decorrente da febre. Eu me assustei muito, porque ele tremia demais mesmo e chorava um choro fraquinho que só.

Demos o antitérmico e passamos uma noite de cão, monitorando a temperatura. Antes de completar 3 horas e meia de efeito do remédio, a febre já voltava com tudo. Quase bateu nos 39 graus (aliás, acho que em determinados momentos bateu mesmo nos 39). Ao amanhecer, tentamos contato com a pediatra, sem sucesso. Com isso, fomos ao pronto socorro, acreditando que no meio do feriado de carnaval não teria ninguém. Ledo engano! Em um dia frio e chuvoso, a sala de espera apertada e pequena do pronto socorro estava lotada! Era criança com todo tipo de problema: pintadinhas no rosto e corpo, um bebê estava com suspeita de ter engolido uma moeda, vários com gripe e sabe-se lá mais o que.

Bom, no atendimento médico (aliás, tinha só um médico pediatra de plantão no dia, por isso demorou umas duas horas para sermos atendidos), aprendi que fiz um monte de coisas erradas. Primeiro que não se deve cobrir de roupinhas o bebê com febre. Tem que deixar com roupinha leve e o fato de tremer ajuda a febre a baixar. O duro é ver o bebê tremendo de frio e chorando e não cobrir o coitadinho! Segundo, que até a febre bater nos 38 ele disse que não se deve dar remédio. O certo é tirar a roupinha e dar banho morno, quase frio. Se com tudo isso a febre passar dos 38, aí sim é recomendado entrar com antitérmico.

Com essas e outras orientações relacionadas ao melhor remédio e o tempo entre a doses, o pequeno foi melhorando. Uns 2 dias depois ele estava bem, mas no terceiro ele acorda assustado chorando muito no meio da noite novamente e quando vou ao quarto ver ele havia vomitado muuuuuito no berço. Tive que trocar o bebê e toda a roupa de cama! No meio da madrugada! Tive até que passar pano no chão, porque depois de limpar tudo eu dei mamadeira para ele se acalmar e dormir de novo e ele vomitou em mim algum tempo depois.

Não bastasse o vômito, que já me assustou demais, quando acordou de manhã o berço estava todo sujo novamente, desta vez de cocô. Ele teve uma baita diarréia! E dá-lhe limpar tudo novamente! E o desespero pensando: o que o bebê tem agora? Mal saiu da "virose" que deu aquele febrão e agora está vomitando e com diarréia? Ninguém merece!

Pois bem, hospital novamente. Desta vez fomos a um hospital maior e fomos atendidos por uma residente. Ótima, por sinal. Ela disse que possivelmente era uma virose, de um vírus chamado "adenovírus", que se manifesta como um rota vírus. Ela nos orientou quanto à dieta dele e receitou sorinho e outros. O coitadinho ficou assim uns 3 dias e emagreceu a olhos vistos.

Simultaneamente a tudo isso, ele estava com o peito chiando e depois que essa virose passou ou peito continuou chiando e o narizinho começou a hora entupir e hora escorrer. E a mãe e o pai estavam só o pó! Será que essa fase não acaba nunca?? PelamordeDeus!

Bom, estávamos já em meados de abril quando ele melhorou de tudo. Tivemos que fazer inalação duas vezes por dia e vocês não imaginam a dificuldade que é isso. Quem ouve o bebê chorar deve achar que estamos matando o coitadinho. Não sei como não fomos denunciados! kkkk

Ufa! Foi um sufoco tremendo, mas agora ele está super bem, já recuperou o peso e tudo o mais. E continua engatinhando pela casa toda, que agora vive com todas as portas fechadas e com o portãozinho que fica na porta da cozinha sempre travado. Mas ele continua uma figura, engraçadinho demais! Ele canta, manda beijo, faz caminhãozinho (bruuuum), brinca com a bola, mostra a língua, entre outros. Todos se apoixanam por ele, pois fora tudo isso ele é super simpático, sorri o tempo tudo e não estranha ninguém.

Minha primeira experiência como mãe enfermeira foi cansativa, mas acho que aprendi tudo direitinho e fui aprovada!

Na próxima postagem vou contar sobre um distúrbio do sono que aconteceu simultaneamente a isso tudo, chamado de angúsita do oitavo mês. Ser mãe não é mesmo fácil! Sorte que eu estou sem emprego até agora, porque caso contrário acho que não estaria rendendo nada até o mês passado. Eu simplesmente não conseguia dormir mais do que duas horas seguidas durante à noite, do oitavo ao décimo mês. Lembrando que Leozinho começou a dormir umas quatro horas seguidas de noite somente no sexto. Ou seja, tive dois meses de relativa tranquilidade (pois podia dormir umas quatro horas seguidas à noite) e no oitavo mês tudo piorou!

Até a próxima, então!

bjs

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Engatinhando!!




Oi, meninas!

Hoje vou contar como foi que Leozinho começou a engatinhar!

Bom, com uns sete meses, o Léo já sentava retinho e firme, sem precisar que ninguém o segurasse. Ok, às vezes ele se distraia e tomabava para um dos lados, mas nada que pudesse machucar.

Com uns oito meses ele já se arrastava de barriga para todo o lado. Era muito engraçado, mas ainda dava para controlar os movimentos, porque se arrastar leva um certo tempo. Sempre dava tempo de a gente chegar antes que ele conseguisse atingir locais perigos, por assim dizer. Mas já tinha que ficar esperta com ele na cama ou no trocador, porque ele também estava rolando e podia cair. Tomamos vários sustos nesse sentido.

Perto dos nove meses, ele já apoiava o pezinho e as mãos no chão e levantava o bumbum (para os iogues, como aquela posição da ioga que se chama "cachorro olhando para baixo" - hehehe). Daí para descobrir que tinha joelhos foi rapidinho e logo ele estava nos quatro apoios, balançando o corpinho para frente e para trás, um pouco receoso de tentar se mover de verdade. Mais uns dias e ele estava engatinhando para todo o lado! A primeira vez que engatinhou de verdade, com certa velocidade, foi na escolinha (ai que ódio! kkkk). Mas depois de dois dias que ele engatinhou lá ele estava todo serelepe engatinhando em casa. Hoje, ele não pára um minuto. E, claro, é naquele momento que vc sai para atender um telefone, fazer um xixi ou beber um copo de água que ele vai para os locais que não pode.

Ele tenta puxar as coisas que estão em cima da mesa, já que engatinha até as cadeiras, se apoia e fica de pé segurando na cadeira. Nesta posição ele alcança as alças de bolsa, mangas de casacos e qualquer outra coisa que fique "sobrando" em cima da mesa. Olha o perigo! Tem também um vaso grande de planta na sala, que fica coberto com aquelas pequenas pedrinhas brancas decorativas. Adivinha, ele adora ir até o vaso, pegar as pedrinhas e - pasme! - colocá-las na boca!! Já peguei pedrinhas na boca dele umas duas ou três vezes (as outras eu falo: "nãaaaao" e ele pára - na verdade, na maior parte das vezes é obrigado a parar, porque, como ele é teimoso, eu o tiro de lá).

Tem também as mesinhas com vidro deslizante, as listas telefônicas, as gavetas e armários do aparador e, um dos locais preferidos, as rodas do carrinho de passeio. Imagine, quase não deve ter bactérias e sujeiras na roda, né? E não adianta tirar ele de lá repetidas vezes, insistir no "nãaaaao". Basta uma olhadela para o lado e ele está lá. Teve uma vez que o Clayton falou o não e ele foi ficando de costas para o carrinho e de frente para o Clayton, com aquela cara de maroto. E então, disfarçadamente, colocava uma das mãos por trás do corpo tentando tatear a roda do carrinho, sem olhar - pois continuava olhando para o Clayton. É mole? Nessa idade, tentando dar a volta na gente? Para não dizer conseguindo dar a volta na gente!

Bom, agora que ele descobriu a força das perninhas, braços e da movimentação em si, não tem quem o segure. No berço, já estamos na altura mais baixa, porque ele apoia as mãos na grade e fica de pé. Na banheira, ele quer tomar banho de pé também. No carrinho de passeio, ele cansa da posição e, quando vamos ver, ele já se livrou do cinto de segurança e está de pé no carrinho, de frente para a gente e com as mãos no guidão. Sabe aquela música: "eu sou terrível!!". Acho que foi ele quem compôs. hahaha

É muito engraçado e muito cansativo ter um bebê nessa fase. Então, dá-lhe protetores de tomada, redecoração da casa (tudo que pode machucar - e é muita coisa - tem que mudar de lugar), portãozinho de segurança e cadeiras estrategicamente colocadas para evitar que ele vá a lugares que não pode. Se eu achava que a casa estava uma zona antes, agora então!! Resolvi desencanar e esperar a fase passar. Com bebê pequeno não tem casa que consiga continuar decorada e arrumada.

Até a próxima!

Primeira vez na praia




Oi, pessoal!

Hoje vou contar como foi a primeira vez do pequeno na praia!

Foi em janeiro deste ano, acho que no meio de janeiro. Fomos na casa do vovô Walter e da vovó Cleide em Caraguatatuba.

Estava um calor horroroso e o pequeno sofreu um pouco, suando muito durante o dia e principalmente à noite. Mas fora isso, correu tudo bem.

Todo mundo já deve desconfiar que esquema de praia com bebê muda muito. Primeiro porque apesar de acordar super cedo por causa do pequeno, tem tanta coisa para fazer de manhã que não dá tempo sequer de pensar em ir para a praia. São sucos, frutas, mamadeiras, trocas, ufa! Fora que ele sempre tira uma sonequinha de uns 30 minutos, ou antes ou depois do almoço. E quando não dorme fica muito mal humorado. Criança também tem gênio forte, meu bem!

Bom, com isso, é claro que não rolava ir para a praia de manhã. Ir no nosso horário de casal, então, nem pensar! Antes, nós saíamos lá pelas 11 ou 12h para ir para a praia e ficávamos lá até umas 17. Bem no horário que o sol está a pino e que o bebê não pode se expor de jeito nenhum. Pois bem, já era. Preferíamos ficar em casa e no máximo colocávamos o Léo na piscinha de plástico, na sombra e com água morninha, para ele se divertir um pouco. No final do dia, com o sol mais baixo, íamos à praia apenas para ele sentir a brisa e observar o mar. Colocar o pé na água, nem pensar, porque a praia mais próxima da casa da minha sogra é imprópria para banho.

No início da noite, ainda dava para passear um pouco de carrinho pelo calçadão. Ele até dormiu em um dia em que fomos ao parquinho.

Vou dizer que foi diferente das outras vezes em que fui para a praia, mas foi legal. Ainda não podemos nos divertir na praia mesmo, porque ele é muito pequeno. Não tem jeito, tem que mudar o tipo de programa, mas tudo vale a pena com nossos pequeninos!

Bjs

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O primeiro dentinho


Oi!

Hoje vou comentar a experiência que tive com o nascimento dos primeiros dentinhos.

De forma geral, os primeiros dentes a nascer sãos os incisivos centrais inferiores. São aqueles dois dentinhos de baixo, que ficam bem no meio da boca. Depois costumam nascer os incisivos centrais superiores, em seguida os laterais inferiores e então os laterais superiores.

É claro, que Leonardo é contra todas as estatísticas e resolveu que iriam nascer os incisivos laterais superiores antes de qualquer outro dente. Ele ficou parecendo um vampirinho!! hahaha

Bom, mas o processo de nascimento dos dentes é um pouco assustador para nós, mães desavisadas de primeira viagem. Quando tinha uns sete meses, o Léo começou a ter febre uma noite. Quando fui dar a mamadeira das 11h, percebi que ele estava bem quentinho. Peguei o termômetro e ele estava com 38,5. Chamei o Clayton e demos paracetamol para ele. Passei uma noite de cão, monitorando a temperatura e no dia seguinte a febre voltou com a mesma intensidade.

Ele reclamava muito, perdeu o apetite, estava muito choroso, babando muito e colocando a mão na boca a todo momento. E dá-lhe antitérmico de quatro em quatro horas, porque a febre teimava em voltar. Os médicos alegam que nascimento de dente dá febre de uns 37,5 e não acima de 38 como aconteceu. Só que Léo não teve mais nada e a febre beirava os 39. Vocês já sabem que ele é contra as estatísticas, né?

Enfim, foi o dia inteirinho desse jeito. Ligamos para a pediatra e também para um dentista amigo do Clayton que é odonto pediatra. Ele achou que os sintomas eram bem similares ao nascimento de dente e receitou o nenê dente, que é tipo aquela pomadinha que os dentistas passam no local onde vão aplicar a anestesia. Ela amortece momentaneamente o local, mas já ajuda antes de comer e antes de dormir.

No final das contas, achamos que era dente mesmo porque uns dois dias depois desse episódio, o dentinho apontou. E foi apenas um dia ou um dia e meio de febre, choro e muita babação.

O que eu percebi que ajuda é realmente o tal nenê dente e o que ele aceitou bem para comer foi gelatina de melancia. Acho que o geladinho da gelatina alivia um pouco a dor. Para fazer a gelatina, é só comprar o pozinho incolor e sem sabor para gelatina e preparar o pó como manda a embalagem. Depois, acrescente aos poucos o suco de melancia coado. Tem que ser aos poucos mesmo e o suco tem que estar em temperatura ambiente. Se estiver gelado ou se colocar o suco todo de uma vez, a gelatina solidifica na hora, de maneira irregular. E aí desanda tudo. Eu só aprendi na terceira vez que fiz e desse jeito dá certo.

Hoje, aos dez meses, Leozinho já tem os dois incisivos laterais superiores, os dois incisivos centrais inferiores e um incisivo central superior. O bom é que desses cinco dentes só tivemos dois episódios de febre. O segundo deles acompanhado de um pouco de diarréia. Então nem todo nascimento de dente gera esse transtorno todo! Graças a Deus! Porque uns 20 episódios desses iriam me matar de estresse!

Bjs e até a próxima!

Gracinhas e sorrisos

Oi, pessoal!

Para variar, faz tempo que não escrevo e tenho motivos para isso. Meu pequeno teve introdução de papinhas salgadas, nascimento de dentes, febres, férias, introdução de biscoitos e pãezinhos, farra com amiguinhos, viroses...

Mas no momento, vou falar de quando o Léo começou a retribuir nossos carinhos, com gestos, sons e principalmente sorrisos. Uma amiga, mãe de primeira viagem como eu, me perguntou sobre isso, pois está com um recém nascido e sente-se muito cansada e estressada porque o bebê chora, dorme e, quando acordado, observa tudo com semblante sério (para não falar desconfiado).

Gente, pelas minhas leituras e pesquisas na Internet, até o segundo mês é isso mesmo. No começo, a sensação é a de que trata-se de uma doação unilateral de amor, porque o bebê não retribui da maneira como entendemos ser positiva. É tudo muito novo e muito dolorido para ele, mas acredite, ele está gravando no coraçãozinho tudo o que você está fazendo por ele. E quando passar um pouco do segundo mês, você vai ser presenteada com um lindo sorriso!

O primeiro sorriso do Léo foi para mim e eu fiquei toda derretida. Um único sorriso valeu todo o sufoco que eu havia passado. É impressionante! Um belo dia, ele estava no colo do pai e eu fui fazer alguma coisa demorada. Talvez um banho, não lembro direito. Quando voltei, ele ficou todo agitado, mexeu braços e pernas, me olhou e sorriu. Foi maravilhoso! A partir daí, ele começou também a emitir sons mais engraçadinhos, dar gritinhos e a sorrir com maior frequencia.

É nítido como ele reconhece a mãe e o pai e, durante um bom tempo, os sorrisos mais largos foram só para nós dois mesmo. Depois passaram a ser oferecidos para outras pessoas também. Hoje ele é tão simpático, que às vezes tenho até pena dele. Ele sorri, agita os bracinhos, projeta o corpo para frente, grita e tem gente que nem liga para esse esforço todo que ele faz. Mas o que o deixa realmente feliz é a presença de outras crianças. Ele adora ver e brincar com outras crianças, em especial bebês.

Então, paciência meninas. O pequeno já te reconhece e está absorvendo tudo o que você faz com ele. Ele vai aprender a demonstrar melhor isso com o tempo e você vai amar e se derreter toda!!

Bjs

sábado, 29 de janeiro de 2011

Ampliando o cardápio!!



Oi, gente!

Hoje vou falar um pouco da minha experiência com a introdução de novos sabores na dieta do Léo. A partir do quinto mês (quarto para as mães que têm que voltar a trabalhar), os pediatras liberam os suquinhos e as frutinhas.
Eu recomendo que você compre utensílios exclusivos para o bebê, pois ele ainda é frágil nessa época e eles terão que ser limpos e esterelizados a cada uso. Eu comprei até bucha exclusiva para ele.

Pois bem, primeiro começamos com os suquinhos. É bem lógico, já que nessa época o bebê deverá estar acostumado a tomar líquidos na mamadeira. As frutas recomendadas para iniciar os sucos são a laranja lima, o melão e a melancia. Para fazer o suco da laranja é só espremer e passar por uma peneira fina, com a ajuda de uma espátula. O melão e a melancia, eu corto em cubos, coloco um pouco de água filtrada e bato no mixer. Depois passo na peneira fina com a ajuda de uma espátula. É importante dar um único sabor de cada vez, uma a duas vezes ao dia, por três dias, para verificar se o bebê apresenta alguma reação indesejada, como alergias, diarréia, aftas, etc. Leo não teve reação alguma. Ainda bem! A princípio, ele não gostou muito da laranja e gostou bastante do melão. Hoje ele toma todos os sucos, em pouca quantidade, mas gosta mesmo do de manga!

Quanto às frutinhas, o recomendado normalmente é iniciar pela banana prata, mamão, pêra e maçã. Em pesquisas na internet, vi que as mães veteranas sugerem começar pela pêra, que dá menos reações e têm sabor mais neutro. Quando ofereci a pêra para o Léo, fiz como minha mãe fazia: raspei a parte central com uma colherinha. Ele não gostou muito e quando se empolgava eu não conseguia acompanhar o ritmo dele, porque esse negócio de raspar na hora é um pouco demorado para a ansiedade do meu pequeno. Consultei novamente a internet e achei a receita de uma compotinha de pêra. É super simples: descasque e pique a pêra em cubos. Eu sugiro a pêra willians madura, pelo sabor e consistência. Depois, coloque os cubos em um recipiente de vidro e cubra com água filtrada. Leve ao microondas por 3 minutos. Tire, espere esfriar um pouco. Escorra e bata os cubos no processador de alimentos. Coloque em potinhos e leve à geladeira para esfriar um pouco. Ele amou a pêra desse jeito! Come tudinho até hoje! Eu também preparo dessa forma a maçã (sugiro argentina ou red), o pêssego e a manga (sugiro tommy). Ele come todas com gosto!

Todos os meses eu pergunto para a pediatra o que pode entrar, porque quero que ele conheça uma grande variedade de sabores, sem prejudicar seu pequeno organismo. E me esforço para encontrar formas de oferecer, mesmo que ele não goste da fruta de primeira. A banana amassadinha foi campeã desde o começo! Hoje, eu invento um pouco, cozinhando a banana cortada em rodelas em um pouco de água filtrada e colocando um pouquinho de açúcar orgânico e canela em pó. É claro que eu passo tudo pelo processador de alimentos. Quando a textura fica muito líquida eu ainda coloco meia colherinha de café de farinha de aveia e cozinho mais um pouco. A farinha faz a textura engrossar e ficar parecida com aquelas papinhas doces que são vendidas em potinhos no supermercado.

As meninas do berçário não gostam dessa estória de cozinhar as frutas e passar pelo processador. Elas acham que cozinhando perde-se os nutrientes e que amassando com garfo e passando por uma peneira grossa a textura fica mais grosseira e, portanto, mais apropriada para estimular a mastigação. OK, entendo e me comprometo a parar de usar o processador assim que os primeiros dentes de leite sairem. No entanto, minha prioridade, por enquanto, é apresentar sabores e despertar o prazer de comer. Se ele gosta mais das frutinhas cozidas e processadas, sorry, mas vou manter assim por hora.

Como sempre, cada bebê é único e talvez o seu exija menos ou mais esforço do que o meu para introduzir novos alimentos. Hoje, Léo é o bebê que melhor come no berçário. Quando eu mando frutas novas, as meninas até me perguntam como eu costumo oferecer e ficam pasmas com o ânimo dele para comer. É muito mais fácil comprar coisas prontas e dar ao bebê, mas é muito mais saudável e proveitoso para ele ter contato com alimentos fresquinhos e naturais.

Espero ter ajudado a inspirá-las para ajudar a despertar no seu filho o apetite pelas frutas!

bjs

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tirando o bebê do peito

Como já escrevi em outros posts, amamentar não é nada fácil. Realmente exige persistência e paciência da mãe e muita força e persistência do próprio bebê. Vocês também já sabem que eu e Leo estávamos sofrendo em todas as mamadas.

Por causa disso, quando Leozinho engrenou na mamadeira, o Clayton (meu marido) me pediu para ir reduzindo as mamadas no peito, pois até então eu dava a mamadeira e depois complementava com peito em todas as mamadas.

Acabei reduzindo, mas continuei tirando o leite porque chegava a doer o peito de tanto leite que eu tinha. Em determinado momento, eu estava dando o peito apenas à noite, que é o que eu conseguiria fazer depois de voltar ao trabalho. Ao mesmo tempo, as cólicas do bebê reduziram consideravelmente e ele começou a dormir melhor. Foi então que o Clayton me perguntou se não era hora de tirar o bebê do peito definitivamente. Até porque ele continuava mamando daquele jeito no peito e o Clayton achava que por isso as cólicas não tinham acabado.

Gente, tirar o bebê do peito? Entrei em parafuso!! OK, eu sei que reclamei das mamadas dele no peito. Ele mamava muito mal, eu sofria e ele também. OK, ele estava pegando a mamadeira. Mas, tirar o bebê do peito? Me senti muito mal! É um sentimento de perda, de aperto no coração. Como se um vínculo entre nós (eu e o bebê) estivesse se quebrando. Como se eu fosse perder importância na vida dele. Eu sei que é estúpido pensar assim, mas foi o que passou pela minha cabeça e pelo meu coração.

Tirar o bebê do peito talvez seja o primeiro passo para a independência do bebê. É também um passo importante para a liberdade da mãe, que depois da mamadeira já pode deixar a criança com alguém para fazer alguma programação social. Até para fazer entrevistas de emprego, enfim, fazer qualquer coisa que se tivesse que levar o bebê a mãe não faria. Mesmo assim, tirar o bebê do peito foi muito difícil para mim. Eu falei que iria tirar, mas admito que em algumas noites em que ele estava com dificuldade para dormir ou estava muito agitado, eu corria para o quarto dele com a mamadeira e dava o peito escondido. Só para curtir um pouco mais essa ligação mágica que acontece no momento da amamentação.

Uma noite, em que o Leozinho estava choroso, com sono e não queria mamar na mamadeira e nem dormir, eu falei para o Clayton que tentaria dar o peito. Ele mamou daquele jeito e de madrugada acordou chorando com gases. Então, meu marido me falou: “olha só como ele está sofrendo. Ele e nós. Você acha mesmo que vale a pena manter ele no peito? Percebe como ele mama mais tranqüilo e feliz na mamadeira e depois não tem cólicas?”. Neste dia eu resolvi que tiraria Leozinho do peito definitivamente.

A amamentação fortalece a saúde do bebê e estabelece um vínculo entre ele e a mãe que não vai se perder depois do desmame. Eu sei exatamente como algumas mães sentem-se inseguras e vazias quando param de amamentar. Mas este sentimento é temporário. Olhando nosso filho mamando tranqüilo, feliz depois de mamar e dormindo bem, a gente acaba entendendo, às vezes aos poucos, que tirar do peito é a melhor coisa a fazer. E não vamos deixar de ser importantes na vida deles por causa disso.

Eu combinei com o Clayton que a mamada noturna é minha, mesmo agora sendo na mamadeira. Então, eu continuo olhando para ele, olhos nos olhos, enquanto mama. Continuo acariciando a mãozinha, pezinho, cabelo. Continuo o ajudando a dormir depois de mamar. Apenas não ofereço mais o peito. Hoje meu leite praticamente secou. Sem dor física e sem remédio. Só com um pouco de sofrimento bobo de mãe novata.

Realmente, não é fácil ser mãe e lidar com todos esses sentimentos. É coisa para mulher mesmo. Envolve o racional e o sentimental, o físico e o psicológico, a teoria e a prática. Envolve todo o amor do mundo e todas as dúvidas que ele traz. Mas a cada aprendizado que o Leozinho me proporciona, como este da amamentação, maior fica o meu amor por ele e mais madura e forte eu me sinto. Tenho certeza que vai ser assim com vocês também!

Abraços e até a próxima!