
Oi, pessoal! Hoje vou contar para vocês um pouco do drama da volta ao trabalho. Eu ainda tenho o agravante de trabalhar em uma cidade e morar em outra. Imaginem só como foi difícil começar a arrumar as coisas para ficar um pouco tranqüila para poder voltar ao trabalho.
Bom, quando Leozinho completou quatro meses e meio eu comecei a conhecer os berçários para ter condições de fazer uma boa escolha quando decidisse aonde deixá-lo. Conheci todo tipo de berçário (e o papai também!). Desde os mais legais e caros, com toda infra-estrutura dos nossos sonhos, até aqueles que você fica com pena das crianças, tão precária é a situação.
É claro que começamos a entrar em contato com a dura realidade. Os berçários mais legais cobram mais de mil reais para ficar o dia todo com o bebê. E ainda cobram “bandeira 2” quando você atrasa para buscar a criança no final do dia!! Um absurdo total, para quem não está acostumado com o preço de escolinhas. O pior de tudo é que nenhum dos berçários “bacanas” e caríssimos tinha vaga para este ano. Como pode gente? E as pessoas que eu conheço por aí vivem reclamando que não têm dinheiro para nada!! Talvez seja exatamente por isso, né? Gastam até as tampas com a escola das crianças!!
Anyway, o problema continuava. Como voltar ao trabalho se não tenho onde deixar o bebê? Comecei a entrar em desespero! Foi aí que me lembrei de uma escolinha infantil que fica na minha rua. Não sabia se tinha berçário ou não, mas resolvi ir até lá para ver. De fato, inicialmente era apenas uma escolinha infantil, para crianças maiores (desde que andam até completar 6 anos). Com o passar do tempo, as mães começaram a ter o segundo filho e pediram que a escola trabalhasse também com berçário. As donas então resolveram comprar a casa do lado e fazer um berçário pequeno, apenas para atender essas mães. O berçário comporta 9 bebês e é super organizado e limpinho. Os bercinhos não são compartilhados, a cozinha é organizada e tem uma berçarista para cada três bebês. Muito bom, perto do que eu vi nos outros lugares que cobram o mesmo preço. Outra coisa que colaborou foi o fato de eu ter gostado muito das diretoras. São atenciosas e passam segurança, como pessoas que tem o conhecimento teórico e a experiência necessários para cuidar dos bebês.
Decidimos escolher este berçário. E então comecei o período de adaptação no dia 08/11/10. Gente, que coisa difícil é deixar o seu pequeno com outras pessoas!! O coração fica muito apertado. De início, ele entrava com as tias para brincar nas salas de estimulação e eu ficava lá fora, sentadinha esperando. As mães não podem entrar, até para que o bebê acostume a não ver a mãe durante certo período. Mas eu não agüentava. Era só elas se distraírem e pronto! Eu estava lá dentro espiando o Leozinho, seja brincando ou dormindo!
Foi então que uma das diretoras teve uma conversa comigo e me pediu, um belo dia, para deixar o Leozinho lá e ir para casa almoçar com o meu marido e depois voltar para pegá-lo. Achei que era um pedido normal, mas quando tive que sair sem o bebê... Fui o caminho todo para casa chorando!! Fiquei pensando que é um absurdo eu ter um filho e pagar para outras pessoas cuidarem dele! A responsabilidade é minha, fui eu quem quis ter o filho!! Na minha cabeça, eu tinha que me virar para trabalhar e cuidar do bebê. Mas como isso era possível? Esse foi um dos vários dilemas de mãe que eu passei a conhecer.
Gente, o mundo mudou!! Sei que nossas avós e mães tinham mais tempo para dedicar a seus filhos e os pais, na maior parte das vezes, conseguiam manter a casa sozinhos. Só que hoje tudo é diferente! Infelizmente, não podemos contar com os serviços públicos de educação e saúde como nossas mães puderam contar. Eu mesma estudei e fiz aulas de música em escolas públicas de boa reputação. Tanto é que quando entrei em escola particular, no colegial, não tive nenhum problema para me adaptar. Só que hoje não é mais assim! Tudo é caro para essas crianças, a começar pelo berçário e nosso salário é indispensável para ter uma boa condição de vida. Além disso, pessoalmente para a mulher é muito bom continuar tendo uma carreira.
Bom, muitas reflexões depois, o fato é que continuo com o coração apertado e peso na consciência, mas um pouco mais conformada em ter que deixar meu filho em um berçário. Isso sem contar que o Leozinho é o mais novo dos 9 bebês. Ai que dor no coração! A vida é mesmo mais difícil para as mulheres! Definitivamente!
Se você também passou por isso, tenho certeza que vai se identificar com os meus sentimentos. Se ainda não passou, você vai se lembrar do que estou contando e não vai se sentir tão estranha e tonta. Acontece com a maior parte das novas mães!
Hoje eu não ligo todos os dias para o berçário (quando comecei a deixá-lo lá por mais tempo eu acho que ligava a cada três horas). Fico relativamente feliz quando chego lá para buscá-lo e vejo que ele está contente e limpinho e nem estende o braço pra vir comigo. Tá, ta, ta bom, eu admito. Eu fico morrendo de ciúme e fico achando que ele vai começar a gostar mais das tias do que de mim. Isso se não esquecer de mim!! Olha só como mãe é tonta! Mas só o fato de estar feliz no colo da tia quer dizer que ele está sendo bem tratado. Tomara que sim!
Com o berçário foi assim... Mas ainda preciso contar do drama de inserir a mamadeira!! Fica para próxima!
Abraços!
Bom, quando Leozinho completou quatro meses e meio eu comecei a conhecer os berçários para ter condições de fazer uma boa escolha quando decidisse aonde deixá-lo. Conheci todo tipo de berçário (e o papai também!). Desde os mais legais e caros, com toda infra-estrutura dos nossos sonhos, até aqueles que você fica com pena das crianças, tão precária é a situação.
É claro que começamos a entrar em contato com a dura realidade. Os berçários mais legais cobram mais de mil reais para ficar o dia todo com o bebê. E ainda cobram “bandeira 2” quando você atrasa para buscar a criança no final do dia!! Um absurdo total, para quem não está acostumado com o preço de escolinhas. O pior de tudo é que nenhum dos berçários “bacanas” e caríssimos tinha vaga para este ano. Como pode gente? E as pessoas que eu conheço por aí vivem reclamando que não têm dinheiro para nada!! Talvez seja exatamente por isso, né? Gastam até as tampas com a escola das crianças!!
Anyway, o problema continuava. Como voltar ao trabalho se não tenho onde deixar o bebê? Comecei a entrar em desespero! Foi aí que me lembrei de uma escolinha infantil que fica na minha rua. Não sabia se tinha berçário ou não, mas resolvi ir até lá para ver. De fato, inicialmente era apenas uma escolinha infantil, para crianças maiores (desde que andam até completar 6 anos). Com o passar do tempo, as mães começaram a ter o segundo filho e pediram que a escola trabalhasse também com berçário. As donas então resolveram comprar a casa do lado e fazer um berçário pequeno, apenas para atender essas mães. O berçário comporta 9 bebês e é super organizado e limpinho. Os bercinhos não são compartilhados, a cozinha é organizada e tem uma berçarista para cada três bebês. Muito bom, perto do que eu vi nos outros lugares que cobram o mesmo preço. Outra coisa que colaborou foi o fato de eu ter gostado muito das diretoras. São atenciosas e passam segurança, como pessoas que tem o conhecimento teórico e a experiência necessários para cuidar dos bebês.
Decidimos escolher este berçário. E então comecei o período de adaptação no dia 08/11/10. Gente, que coisa difícil é deixar o seu pequeno com outras pessoas!! O coração fica muito apertado. De início, ele entrava com as tias para brincar nas salas de estimulação e eu ficava lá fora, sentadinha esperando. As mães não podem entrar, até para que o bebê acostume a não ver a mãe durante certo período. Mas eu não agüentava. Era só elas se distraírem e pronto! Eu estava lá dentro espiando o Leozinho, seja brincando ou dormindo!
Foi então que uma das diretoras teve uma conversa comigo e me pediu, um belo dia, para deixar o Leozinho lá e ir para casa almoçar com o meu marido e depois voltar para pegá-lo. Achei que era um pedido normal, mas quando tive que sair sem o bebê... Fui o caminho todo para casa chorando!! Fiquei pensando que é um absurdo eu ter um filho e pagar para outras pessoas cuidarem dele! A responsabilidade é minha, fui eu quem quis ter o filho!! Na minha cabeça, eu tinha que me virar para trabalhar e cuidar do bebê. Mas como isso era possível? Esse foi um dos vários dilemas de mãe que eu passei a conhecer.
Gente, o mundo mudou!! Sei que nossas avós e mães tinham mais tempo para dedicar a seus filhos e os pais, na maior parte das vezes, conseguiam manter a casa sozinhos. Só que hoje tudo é diferente! Infelizmente, não podemos contar com os serviços públicos de educação e saúde como nossas mães puderam contar. Eu mesma estudei e fiz aulas de música em escolas públicas de boa reputação. Tanto é que quando entrei em escola particular, no colegial, não tive nenhum problema para me adaptar. Só que hoje não é mais assim! Tudo é caro para essas crianças, a começar pelo berçário e nosso salário é indispensável para ter uma boa condição de vida. Além disso, pessoalmente para a mulher é muito bom continuar tendo uma carreira.
Bom, muitas reflexões depois, o fato é que continuo com o coração apertado e peso na consciência, mas um pouco mais conformada em ter que deixar meu filho em um berçário. Isso sem contar que o Leozinho é o mais novo dos 9 bebês. Ai que dor no coração! A vida é mesmo mais difícil para as mulheres! Definitivamente!
Se você também passou por isso, tenho certeza que vai se identificar com os meus sentimentos. Se ainda não passou, você vai se lembrar do que estou contando e não vai se sentir tão estranha e tonta. Acontece com a maior parte das novas mães!
Hoje eu não ligo todos os dias para o berçário (quando comecei a deixá-lo lá por mais tempo eu acho que ligava a cada três horas). Fico relativamente feliz quando chego lá para buscá-lo e vejo que ele está contente e limpinho e nem estende o braço pra vir comigo. Tá, ta, ta bom, eu admito. Eu fico morrendo de ciúme e fico achando que ele vai começar a gostar mais das tias do que de mim. Isso se não esquecer de mim!! Olha só como mãe é tonta! Mas só o fato de estar feliz no colo da tia quer dizer que ele está sendo bem tratado. Tomara que sim!
Com o berçário foi assim... Mas ainda preciso contar do drama de inserir a mamadeira!! Fica para próxima!
Abraços!
Olá, também trabalho em outra cidade e estou com o coração muito apertado por meu bebe ter que ficar aproximadamente 12 horas no berçário. Ele completou 3 meses e já estou pensando nisso. Quanto tempo seu filho fica no berçário?
ResponderExcluir