O aniversariante mais fofo do mundo!

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Inserindo a mamadeira







Quem me conhece sabe como sou certinha e planejada. É claro que, sendo assim, quando o bebê completou 4 meses eu já comecei com os preparativos para voltar ao trabalho (que foi perto do dia em que ele completou 6 meses).

Naquela época, ele estava se alimentando exclusivamente com leite do peito. Então, a primeira coisa era tentar fazê-lo pegar a mamadeira, para que ele conseguisse se alimentar no berçário. Em segundo lugar estava encontrar um berçário, porque exige pesquisa para ver preço, localização, condições de higiene e cuidado com os bebês, etc. E, por último, eu teria que conhecer a rotina dos berçários para ver como seria a extensão do cardápio do Leozinho, porque eu já sabia que em berçário os bebês tomam suquinhos, comem frutas e papinhas salgadas. É muita coisa para pensar e o pior é que as coisas nem sempre saem como planejado, pois o bebê não costuma colaborar com o cronograma de atividades.

Pois bem, vamos à mamadeira. Como Leozinho estava sofrendo muito com as cólicas aos quatro meses, comecei a pesquisar qual mamadeira era a mais recomendada, para evitar que ele engolisse muito ar. Meu irmão, no chá de bebê do Léo, deu uma mamadeira da marca Dr. Brown, que tem um bico mais arredondado e grande, parecido com o seio. Ela tem também uma válvula anti-gás. Disseram que era a melhor para bebês que sofriam muito com cólicas. Como o bebê ficaria no berçário e teria que tomar suquinho e leite lá, comprei duas mamadeiras pequenas Dr Brown e mais uma grande, para que ele tivesse o mesmo par de mamadeiras em casa e no berçário. Gastei mais de R$ 100 nessas três mamadeiras, porque a marca é muito cara. Mas tudo bem, nessas horas o preço é o que menos importa, né? Bom, o próximo passo era tirar um pouco do meu leite para que ele tentasse pegar a mamadeira. Fiz isso durante alguns dias para ter um pequeno estoque e tentei dar a mamadeira para o pequeno. Adivinhe: ele de-tes-tou mamadeira. Não mamava de jeito nenhum!! Nem 10 ml.

Eu, desesperada, procurei a pediatra e ela me orientou a insistir, dizendo que ainda havia tempo e que era assim mesmo. Eu tinha outros tipos de mamadeiras que ganhei no chá de bebê, entre elas a Nuk tradicional com bico ortodôntico, uma das mais utilizadas. Ela falou para insistir na Dr. Brown mais um pouco e, se não desse certo, trocar para a Nuk. E outra dica importante: pedir para outra pessoa oferecer a mamadeira. O bebê sabe que a mãe tem leite no peito e não entende porque ela quer dar aquela coisa esquisita, com bico de plástico, ao invés de oferecer o peito. Eles ficam muito irritados – pelo menos o Leozinho ficava. Continuamos tentando, agora com o Clayton oferecendo a mamadeira, chegou a data de começar a ver os berçários e nada de evolução. E o meu cronograma começou a ir para o saco!

O tempo foi passando, tive que começar a experimentar o leite em pó (a pediatra recomendou o Aptamil da Danone) e a situação permanecia a mesma. Eu já havia iniciado a adaptação no berçário e as tias estavam apavoradas. Ele não pegava mamadeira nenhuma com leite nenhum (seja o meu ou o Aptamil). Toda hora de mamar, elas tentavam mamadeira e acabavam me ligando para ir dar o peito, porque se não o menino ia passar fome. Imaginem como ficou minha cabeça: o que eu iria fazer quando começasse a ir para SP trabalhar? Como eu iria dar o peito? O menino ia passar fome?

Tentamos todas as mamadeiras que eu tinha em casa. Acho que foram mais de seis tipos. Nada!

Depois do feriado de 15 de novembro nós fomos para Maringá visitar os meus pais. Levamos o leite em pó, mamadeira e tudo o mais para continuar tentando. Toda a parentada ficou passada com o jeito do Leozinho de mamar no peito (daquele jeito que já descrevi em outros posts) e mais passada ainda com a rejeição à mamadeira. No segundo dia de viagem todos já haviam tentado dar mamadeira para ele e estavam tão preocupados quanto eu com a minha volta ao trabalho. Minha avó até começou uma novena para o Leozinho.

Mas eis que em um almoço, uma prima, que também teve bebê (Matheus, com dois meses e meio a mais do que Leozinho – lindo de viver!) me contou de uma mamadeira da Nuk que é mais larga, tem bico ortodôntico, mas o bico é maior e mais arredondado, como o seio. Simultaneamente, minhas tias experimentaram o Aptamil e acharam muuuuito ruim. Eu também experimentei e achei horrível, mas fiquei pensando se o paladar do bebê não era diferente do meu. Teve um dia que pedi para experimentar todas as marcas do berçário: Nestogeno, Enphamil (ou algo parecido), Nan... De todas elas a que eu mais gostei foi o Nan, mas mantive o Aptamil mesmo assim. Só sei que no final das contas, saíram uma tia e a minha prima, para comprar Nan e a mamadeira da Nuk que elas falaram. Voltaram, fizemos a mamadeira e... nada. Leozinho não quis tomar nada!! Só que ele estava morrendo de sono.

De noite, pedi ao Clayton para tentar novamente a mamadeira nova com o Nan. No começo foi difícil, mas 20 minutos depois ele resolver pegar a mamadeira e mamou 30 ml!! Boas novas!! Será que agora acertamos??

Passei o dia seguinte na casa da minha mãe e pedi para ela tentar dar a mamadeira nova com o Nan. Aumentei para 60 ml a primeira mamadeira. Tomou tudo! Na segunda, aumentei para 90 ml. Mamou tudo e dormiu por duas horas seguidas! Na terceira, aumentei para 120 ml e ele mamou tudo!! Vivaaaaaa!

Daí para frente foi tudo bem! Ele foi aumentando de pouquinho em pouquinho e hoje chega a tomar 210 ml, que é a quantidade certa para a idade dele. As tias do berçário ficaram tão felizes quanto eu e meu coração mais tranqüilo para voltar ao trabalho.

Obrigada tia Mara e Mariana!! E obrigada vó Dirce! A novena foi tão forte que dois dias depois ele já estava mamando!

Bom, lições aprendidas:
1) não comprem mamadeiras para o bebê antes do tempo. Quando chegar a hora, comprem uma mamadeira pequena da marca e tipo que for recomendada. E só comprem outras depois que tiver certeza que ele se adaptou.
2) o paladar do bebê deve ser parecido com o nosso
3) a experiência da parentada pode render recomendações mais certeiras do que as do pediatra.

É isso! Na próxima vou falar do drama de tirar o bebê do peito... Até lá!
Obs: para quem tiver interesse, a mamadeira que o Leozinho pegou foi a Nuk First Choice.

A volta ao trabalho – procurando um berçário
















Oi, pessoal! Hoje vou contar para vocês um pouco do drama da volta ao trabalho. Eu ainda tenho o agravante de trabalhar em uma cidade e morar em outra. Imaginem só como foi difícil começar a arrumar as coisas para ficar um pouco tranqüila para poder voltar ao trabalho.
Bom, quando Leozinho completou quatro meses e meio eu comecei a conhecer os berçários para ter condições de fazer uma boa escolha quando decidisse aonde deixá-lo. Conheci todo tipo de berçário (e o papai também!). Desde os mais legais e caros, com toda infra-estrutura dos nossos sonhos, até aqueles que você fica com pena das crianças, tão precária é a situação.
É claro que começamos a entrar em contato com a dura realidade. Os berçários mais legais cobram mais de mil reais para ficar o dia todo com o bebê. E ainda cobram “bandeira 2” quando você atrasa para buscar a criança no final do dia!! Um absurdo total, para quem não está acostumado com o preço de escolinhas. O pior de tudo é que nenhum dos berçários “bacanas” e caríssimos tinha vaga para este ano. Como pode gente? E as pessoas que eu conheço por aí vivem reclamando que não têm dinheiro para nada!! Talvez seja exatamente por isso, né? Gastam até as tampas com a escola das crianças!!
Anyway, o problema continuava. Como voltar ao trabalho se não tenho onde deixar o bebê? Comecei a entrar em desespero! Foi aí que me lembrei de uma escolinha infantil que fica na minha rua. Não sabia se tinha berçário ou não, mas resolvi ir até lá para ver. De fato, inicialmente era apenas uma escolinha infantil, para crianças maiores (desde que andam até completar 6 anos). Com o passar do tempo, as mães começaram a ter o segundo filho e pediram que a escola trabalhasse também com berçário. As donas então resolveram comprar a casa do lado e fazer um berçário pequeno, apenas para atender essas mães. O berçário comporta 9 bebês e é super organizado e limpinho. Os bercinhos não são compartilhados, a cozinha é organizada e tem uma berçarista para cada três bebês. Muito bom, perto do que eu vi nos outros lugares que cobram o mesmo preço. Outra coisa que colaborou foi o fato de eu ter gostado muito das diretoras. São atenciosas e passam segurança, como pessoas que tem o conhecimento teórico e a experiência necessários para cuidar dos bebês.
Decidimos escolher este berçário. E então comecei o período de adaptação no dia 08/11/10. Gente, que coisa difícil é deixar o seu pequeno com outras pessoas!! O coração fica muito apertado. De início, ele entrava com as tias para brincar nas salas de estimulação e eu ficava lá fora, sentadinha esperando. As mães não podem entrar, até para que o bebê acostume a não ver a mãe durante certo período. Mas eu não agüentava. Era só elas se distraírem e pronto! Eu estava lá dentro espiando o Leozinho, seja brincando ou dormindo!
Foi então que uma das diretoras teve uma conversa comigo e me pediu, um belo dia, para deixar o Leozinho lá e ir para casa almoçar com o meu marido e depois voltar para pegá-lo. Achei que era um pedido normal, mas quando tive que sair sem o bebê... Fui o caminho todo para casa chorando!! Fiquei pensando que é um absurdo eu ter um filho e pagar para outras pessoas cuidarem dele! A responsabilidade é minha, fui eu quem quis ter o filho!! Na minha cabeça, eu tinha que me virar para trabalhar e cuidar do bebê. Mas como isso era possível? Esse foi um dos vários dilemas de mãe que eu passei a conhecer.
Gente, o mundo mudou!! Sei que nossas avós e mães tinham mais tempo para dedicar a seus filhos e os pais, na maior parte das vezes, conseguiam manter a casa sozinhos. Só que hoje tudo é diferente! Infelizmente, não podemos contar com os serviços públicos de educação e saúde como nossas mães puderam contar. Eu mesma estudei e fiz aulas de música em escolas públicas de boa reputação. Tanto é que quando entrei em escola particular, no colegial, não tive nenhum problema para me adaptar. Só que hoje não é mais assim! Tudo é caro para essas crianças, a começar pelo berçário e nosso salário é indispensável para ter uma boa condição de vida. Além disso, pessoalmente para a mulher é muito bom continuar tendo uma carreira.
Bom, muitas reflexões depois, o fato é que continuo com o coração apertado e peso na consciência, mas um pouco mais conformada em ter que deixar meu filho em um berçário. Isso sem contar que o Leozinho é o mais novo dos 9 bebês. Ai que dor no coração! A vida é mesmo mais difícil para as mulheres! Definitivamente!
Se você também passou por isso, tenho certeza que vai se identificar com os meus sentimentos. Se ainda não passou, você vai se lembrar do que estou contando e não vai se sentir tão estranha e tonta. Acontece com a maior parte das novas mães!
Hoje eu não ligo todos os dias para o berçário (quando comecei a deixá-lo lá por mais tempo eu acho que ligava a cada três horas). Fico relativamente feliz quando chego lá para buscá-lo e vejo que ele está contente e limpinho e nem estende o braço pra vir comigo. Tá, ta, ta bom, eu admito. Eu fico morrendo de ciúme e fico achando que ele vai começar a gostar mais das tias do que de mim. Isso se não esquecer de mim!! Olha só como mãe é tonta! Mas só o fato de estar feliz no colo da tia quer dizer que ele está sendo bem tratado. Tomara que sim!
Com o berçário foi assim... Mas ainda preciso contar do drama de inserir a mamadeira!! Fica para próxima!
Abraços!