Olá, queridos!!
A pedidos muito especiais, vou tentar me redimir do atraso e falar, finalmente, da angústia do oitavo mês.
Pois bem, o que acontece é o seguinte: quando nasce, o bebê imagina que ele, a mamãe (e o peito) são um único ser. Com o passar dos meses, ele vai percebendo seu próprio corpo e entende que controla alguns movimentos, mas ainda se vê muito conectado à mãe.
Por volta do oitavo mês, o bebê não só se dá conta de que a mãe é um ser diferente, como também percebe que ela tem o poder de se afastar dele quando quiser. Em sendo a mãe a pessoa mais importante e mais amada pelo bebê nessa fase, imagine a angústia do coitadinho quando passa a entender que ela pode se afastar dele quando quiser e, pior, pode não voltar!!
Pelas minhas pesquisas, algo entre 40 e 50% dos bebês sofre dessa angústia. Ela pode se manifestar de diversas formas. As duas mais comuns que encontrei na internet são as seguintes: alguns bebês, que até então eram muito sociáveis e simpáticos, passam a estranhar pessoas que sejam diferentes da mãe e do pai. Eles fogem ou se recusam a ir com as outras pessoas, choram e ficam naquele grude com os pais. Léozinho nunca foi assim, pelo contrário. No começo ele era um pouco carrancudo, mas sempre foi no colo de todo mundo. Desde o sexto mês, ele não só vai com todo mundo, como é simpático com todos. Ele sorri e depois de um ou dois dedos de prosa, ele já estende o bracinho para qualquer pessoa, para ir para o colo dela.
A segunda forma mais comum de manifestação da angústia, e que foi a que o Léo apresentou, foi um distúrbio de sono noturno. Como vocês já sabem acompanhando pelo blog, Léo sofreu de cólicas até o quinto mês e meio de vida. Até então, ele dormia no máximo três horas seguidas e acordava sempre por causa das dores. Após o quinto mês e meio, ele passou a dormir melhor. Chegou a dormir seis horas seguidas à noite! Nesta fase, ele acordava por fome. Era só dar mamadeira e ele voltava a dormir rapidamente. Ele dormia das 20h30 às 07h30, com algumas interrupções deste tipo. Perto do oitavo mês, passou a acontecer uma aparente regressão! Ele passou a acordar de três em três horas novamente e chegou ao ápice, acordando em intervalos às vezes inferiores a duas horas! Quase fiquei louca!
Pesquisando na internet, vi que muitas mães passam pela mesma situação. Ocorre que o bebê acorda e se vê sem a mãe. Ele entra em sofrimento profundo, achando que foi abandonado! Só se acalma na presença da mãe e olhe que o Léo demorava, no mínimo, 30 minutos para se acalmar. Vocês não acreditam no choro que é, um choro sofrido mesmo, eu saia desesperada do meu quarto, achando que podia ter acontecido alguma coisa grave.
Essa aparente regressão pode durar dias, semanas ou meses, mas é muito importante para o amadurecimento psicológico do bebê. Quando ele perceber que a mãe pode não estar no campo de visão dele, mas que ajudará quando preciso, ele conseguirá se desenvolver de forma mais segura e confiante. Nesta fase, o que ajuda muito é aquela brincadeira do "Achou!!". A mãe se esconde atrás de um tecido ou algo parecido e diz "Cadê a mamãe?". Depois de instantes, retira o tecido e diz "Achou!". Com essa brincadeira ele percebe que a mãe vai voltar e que vai ajudá-lo quando ele precisar. Nessa mesma fase, os bebês começam a jogar as coisas no chão. Eles querem ver o que acontece quando as coisas saem do campo de visão deles. Quando um adulto pega o objeto e devolve, ele se conforta, percebendo que as coisas não desaparecem, elas voltam para ele.
Pois bem, eu vivi momentos muuuuuito difíceis nessa fase, que durou até perto de onze meses. Coincidiu com a fase em que pedi demissão no Banco. Eu tinha mais tempo para passar com o bebê e até pensei em tirá-lo da escolinha, mas eu estava tão cansada por causa das noites mal dormidas que não pude fazer isso. Eu simplesmente não tinha disposição física para cuidar do bebê durante o dia. Fora o mal humor que o coitado do marido teve que aguentar.
Para vocês terem uma idéia, fomos viajar na páscoa, para descansar um pouco, e ele acordava, no mínimo, seis vezes das 20h30 às 07h30. Teve um dia no feriado que ele acordou oito vezes!! Imaginem a minha disposição para encarar o dia. Minha e do Clayton, claro! E como com o Léo nada é gradativo, eis que, menos de duas semanas depois, no dia das mães, fomos para Maringá e ele simplesmente começou a dormir bem novamente!
No nosso segundo dia de viagem, ele foi das 21h às 08h sem acordar no meio da noite! Até assustei e fui ver se estava tudo bem diversas vezes durante a noite. Sei lá, né? O bebê acordava de duas em duas horas e, de repente, dorme tudo isso!
Bom, agora está tudo ótimo, graças a Deus! Ele tem dormido super bem, a noite toda na maioria das vezes. Ele ainda sofre um pouco com gases e pesadelos, mas ainda assim está muito melhor do que estava durante a tal angústia. E não achem que é coisa de internet, pois encontrei vários trabalhos científicos sobre o tema e até a pediatra dele reconhece que essa fase de fato existe.
Bem queridas amigas, isso quer dizer que nem tudo está perdido! Se o seu bebê estiver passando por uma fase dessas, mais uma vez tenha paciência!! Ela terá um fim e ele sairá dela mais forte do que quando entrou!
Bjs a todos e até a próxima!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
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